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Redação do Site Inovação Tecnológica –  02/10/2015

A nanoestrutura híbrida muda suas propriedades ópticas e elétricas com umas poucas moléculas de água.[Imagem: MPI for Solid State Research]

A nanoestrutura híbrida muda suas propriedades ópticas e elétricas com umas poucas moléculas de água.[Imagem: MPI for Solid State Research]

Telas sem toque:

Telas sensíveis ao toque são muito boas e práticas, mas não são perfeitas. Além do desgaste natural, começam a haver preocupações com a transmissão de bactérias e vírus, sobretudo porque os telefones são levados ao rosto e porque os mesmos dedos que as tocam são levados à boca e aos olhos.

Com essa deficiência em mente, a equipe do professor Pirmin Ganter, da Universidade Ludwig Maximilian, na Alemanha, decidiu apostar no desenvolvimento de uma tela sem toque.

A nova tela é fabricada com um material que responde não ao toque, mas à simples aproximação do dedo de sua superfície. Assim que o dedo se aproxima, ainda a alguns milímetros antes de tocar a superfície, o material que recobre a tela altera suas propriedades elétricas e ópticas, permitindo o controle preciso do aparelho.

Nanoestrutura híbrida:

A tecnologia de tela sem toque foi possível graças a uma nanoestrutura híbrida formada por camadas alternadas de um material chamado fosfatoantimonato e de nanopartículas de dióxido de silício (SiO2) e dióxido de titânio (TiO2).

Esse sanduíche tem suas propriedades alteradas pelas moléculas de água que os poros dos dedos emitem continuamente – em outras palavras, a tela funciona com o suor. O material captura a água e incha ligeiramente, em questão de milissegundos, funcionando com um sensor de umidade muito preciso e rápido.

“Como esses sensores reagem de uma maneira muito local a qualquer aumento na umidade, é perfeitamente concebível que este tipo de material com propriedades dependentes da umidade possa ser utilizado para telas e monitores sem toque,” disse Ganter.

Vários outros materiais já haviam sido propostos para viabilizar o controle das telas por aproximação, mas nenhum havia atingido o rendimento dessa nova nanoestrutura, sobretudo na velocidade de resposta. A equipe agora está em busca de um revestimento que deixe passar a umidade e proteja a nanoestrutura do desgaste mecânico que poderá ser gerado quando “dedos esquecidos” insistirem em tocar na tela.

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