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Realmente, o desafio é grande. Mas parece mesmo que a tecnologia pode, sim, dar um empurrãozinho no trânsito da maior metrópole do país. Em parceria com a Universidade de São Paulo, a prefeitura inaugurou o Laboratório de Mobilidade Urbana. A ideia é trazer inovação e novas ferramentas para o usuário do transporte público da cidade. E tudo começa com uma iniciativa pra lá de promissora…

“Não há dúvida de que os semáforos vão passar a ser realmente inteligentes”, afirma Eduardo Mario Dias, professor titular/ poli-USP

Antes tarde do que nunca! Os semáforos da capital paulista devem finalmente começar a “conversar” entre si e serem programados à distância.

“Por exemplo, o ônibus que está no corredor e se aproxima do semáforo, ele precisa ganhar prioridade em relação ao carro, para aumentar a velocidade. Com a ajuda da tecnologia, isso deve aumentar até 30%”, conta Mario Dias.

Aqui neste laboratório, 16 equipes vão ter – pela primeira vez – acesso simultâneo e em tempo real aos dados da Companhia de Engenharia de Tráfego, que monitora o trânsito na cidade, e da SPTrans, que gerencia o transporte coletivo. A partir dessas informações, a ideia é desenvolver e melhorar os aplicativos móveis já existentes para tentar melhorar não só o trânsito de automóveis, mas também o fluxo dos ônibus na capital.

O laboratório vai trabalhar com dados do sistema de semáforos, catracas e GPS dos ônibus, radares, câmeras e até  alguns sensores que estão instalados por baixo do asfalto em alguns poucos pontos da cidade. A intenção é usar dados até de celulares de motoristas e passageiros. Toda essa informação é transmitida online em tempo real; em alguns casos por uma conexão direta e outras por modens 3G acoplados aos sensores.

“Eles vão ter todos os senrores aqui para experimentar e fazer seus aplicativos, na nuvem. Além disso, terão acesso a todos os dados”, afirma Ciro Biderman, chefe de gabinete / SPTrans.

Devido à quantidade de informação, a primeira tarefa desses hackers será hospedar esses dados nos servidores da USP. Para se ter uma ideia, só os GPS dos ônibus enviam dados a cada 85 segundos para central de monitoramento, totalizando 15 milhões de dados por dia. E já existem projetos pré-aprovados. Um deles cruza dados da catraca de determinado ônibus com o GPS daquele veículo, permitindo assim a criação de um app que determina não só a distância e tempo de chegada do ônibus como também sua lotação.

Outro desafio será integrar as informações dos radares e sensores da Defesa Civil e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para que seja possível alterar o trânsito com mais agilidade em casos de enchentes, por exemplo.

O laboratório funcionará 24 horas por dia e terá parcerias com startups nacionais para que elas possam usar o espaço com acesso às informações e criar novos produtos para o cidadão. Mas já existem conversas também com grandes centros de tecnologia no Brasil e no mundo para que possa haver maior colaboração e cooperação.

A promessa é que já se comece a sentir os resultados do novo laboratório nas ruas ainda este ano; principalmente o controle semafórico. E até o final de 2014, novos aplicativos para smartphones devem estar disponíveis gratuitamente para a população.

“Sem mexer na parte estrutural, nós temos uma margem para melhorar em 10% apenas utilizando a tecnologia de forma inteligente”, completa Biderman.

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