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A IBM aproveitou o festival SXSW, que acontece nos Estados Unidos, para mostrar uma nova possível funcionalidade para seu supercomputador, o Watson. Criado para simular o funcionamento do cérebro humano, a máquina agora ganhou uma nova função: criar receitas culinárias que a humanidade ainda não conhecia.

A proposta da IBM é mostrar que seu computador superpotente não serve apenas para “responder perguntas” e que ele também pode ser usado para o que a empresa chama de “computação criativa”, mostrando que a máquina pode pensar de forma mais semelhante a um humano do que parece.

O evento, chamado “cozinha cognitiva” é resultado de um esforço de alguns anos da IBM em mostrar que a criatividade não precisa ser uma exclusividade humana e que, com todas as informações à disposição, o computador também pode realizar este trabalho.

Em 2012, a empresa contatou o Institute for Culinary Education, de Nova York, para uma parceria que criasse receitas inéditas pelo Watson. O projeto foi uma cooperação “entre o sistema de cozinha cognitiva e os chefs do ICE”.

Para quem possa estar imaginando, não, o Watson não foi ligado a um fogão e ingredientes para cozinhar por conta própria. Na realidade, com base em seus conhecimentos sobre culinária, ele determinava uma receita inédita e os ingredientes que os chefs deveriam usar. Em seguida, os humanos ficavam com a responsabilidade de determinar a quantidade de cada ingrediente e o modo de preparo.

Para que o Watson passasse a entender de culinária, ele precisou ter acesso a um banco de dados com mais de 30 mil receitas, para aprender a diferenciar entre as diferentes culinárias por nacionalidade, como comida chinesa, italiana, francesa ou espanhola. Além disso, ele também precisou aprender quais ingredientes são mais usados juntos normalmente em determinados pratos. Outra coisa importante foi que ele teve que aprender o que tornava um prato diferente do outro. Por exemplo: o que torna uma lasanha diferente de uma sopa?

A partir deste conhecimento da comida em um nível quase molecular, ele já conseguia criar novas receitas. Durante a SXSW, os cozinheiros puderam oferecer uma refeição para a imprensa, que ficou satisfeita (e surpresa) com o resultado. Foram seis pratos diferentes,segundo a CNET. Para criar, no entanto, eram definidos três parâmetros: a região geográfica da receita, o tipo da comida e o ingrediente principal.

Assim, o jornalista foi servido com uma moussaka de barriga de porco (da República Checa), couves de Bruxelas (do Quênia), uma salada de beterrabas (da Rússia) e duas receitas diferentes de pato assado (da Itália), mas usando os mesmos ingredientes. Para a sobremesa, um doce de morango (do Equador), que parece ter sido o grande destaque da refeição.

Os chefs James Briscione e Michael Laiskonis puderam explicar, durante a refeição, sobre a surpresa de misturar determinados ingredientes, como por exemplo, incluir óleo de abacate na receita na sobremesa de morango, descrevendo a empolgação e curiosidade para ver qual seria o resultado. “Certamente, alguns dos elementos eu levarei comigo”, falou ele.

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