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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou no dia 21 de maio um relatório com metas para o setor que coloca a inovação como um dos motores para seu desenvolvimento. O Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022 apresenta o setor de inovação como um dos dez fatores principais para assegurar a competitividade e o aumento da produtividade no setor industrial. Feito com as contribuições de cerca de 500 lideranças empresariais durante nove meses, o documento prevê que o Brasil vai aumentar sua participação no mercado mundial de manufaturados dos atuais 1,7% para 2,2% em 2022.
CNI recomenda a possibilidade de utilização dos incentivos existentes para empresas em uma gama maior de tributosNa parte de aprimoramento da legislação, a entidade aponta como medidas a serem tomadas para melhorar o cenário da inovação: possibilitar a utilização dos incentivos existentes para empresas, como a Lei do Bem, para uma gama maior de tributos; permitir o abatimento de investimentos com inovação feitos no exterior; e reduzir a insegurança jurídica associada aos incentivos.
Acesso à biodiversidade
“Um exemplo de como leis e regulamentos impactam a capacidade de inovação das empresas é a demora na regulamentação do acesso à biodiversidade brasileira, fonte pouco explorada de inovação”, afirma o Mapa Estratégico. “Uma regulamentação clara e estável, que resguarde a integridade do patrimônio da biodiversidade nacional, a segurança do consumidor e os interesses de comunidades detentoras de conhecimentos tradicionais, trará imensas oportunidades de inovação para as empresas industriais brasileiras e um grande diferencial competitivo no mundo”, alerta a CNI. O relatório também destaca a necessidade de se tornar mais rápida e simples a concessão de patentes e de se fomentar o trabalho conjunto de empresas e pesquisadores.
Documento pede também a expansão dos centros prestadores de serviços tecnológicosPara a entidade que representa a indústria brasileira, muitas empresas ainda encontram dificuldades, na hora de investir em inovação, em obter uma adequada prestação de serviços tecnológicos. Entre esses serviços estão: gestão de projetos de pesquisa e desenvolvimento, serviços laboratoriais, certificação de produtos e processos, tecnologias de gestão e consultoria de propriedade intelectual.
Segundo a Pesquisa de Inovação Tecnológica 2008 (Pintec), mais de um terço das empresas inovadoras ouvidas se queixaram da escassez de serviços tecnológicos e da falta de informações sobre tecnologia. A CNI defende que haja uma adequação dos serviços às exigências dos mercados nacionais, com modernização das estruturas e aquisição de equipamentos. Existe também a necessidade de expansão dos centros prestadores de serviços “com foco em setores industriais mais relevantes, de acordo com a vocação industrial regional”, aponta o relatório.

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